TRANCHES DE VIE D'UNE LUPIQUE

TRANCHES DE VIE D'UNE LUPIQUE

Sou Alentejana

 

Eu sou filha do campo...

Semente da terra...


Charnecas douradas

Me deram o ser
Tenho pele trigueira

Pelo sol tisnada
Que em território frio

Está desterrada
Sou cigana maldita

De estigma marcada...

Meu coração chora...
Amarrado às cordas

De uma velha guitarra
Que gemia baixinho

Pela noite fora...

Eu sou Alentejana...

Com grande vaidade...
Tenho nostalgia

Das fragrâncias da terra
Do sol ardente

Que me viu crescer
Pois tudo é Saudade

Quando se está longe...
Só temos sonhos

Que nos façam viver

Minha alma chora...
De mil tormentos

Porque a velha guitarra
Parou de gemer

Pela noite dentro...



13/10/2012
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