TRANCHES DE VIE D'UNE LUPIQUE

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Recordar é viver !

Recordar é viver !

 

Com o avançar do tempo sentimos a necessidade de olhar para trás e recordar tudo aquilo que fez que sejamos hoje quem somos. Seres mais ou menos equilibrados que pensamos, sonhamos e recordamos ; felizes ou atormentados, ricos ou pobres ; mais ou menos humanizados !

Muitos de nós abandonámos nossas raízes, voluntária ou involuntariamente, procurando algo de diferente que fizesse sentido em nossas mentes. Vivemos aventuras em terras distantes e sonhamos com os caminhos que antes percorremos na terra enraizada em nossas mentes.

Se recordar é viver, nós vivemos um presente com alma num passado que nos acompanha constantemente, nos fazendo avançar para um futuro incerto e brumoso sem projecções visíveis.

Recordando verões quentes, abafados, ressequidos, suporto invernos gelados, de branco revestidos e penso nos invernos passados quando chovia, ou quando ao amanhecer encontrava a terra cheia de maresia ; o branco da geada se misturava ao verde da erva, ao castanho da terra e brilhava quando o sol aparecia, como reflectes dum céu estrelado em noites descobertas, sem nuvens sombrias, onde se viam astros e estrelas como velas acesas iluminando vidas, no espaço sideral em que olhares se perdiam.

Se viver é recordar eu vivo e recordo instantes e passagens que não existem mais, pois tudo mudou…

De paisagens antigas, gravadas numa das gavetas do meu cérebro, os imensos campos de trigo foram substituídos por vacas e bois, encerrados em arame farpado, donde nuvens de pó se levantam ocultando aos olhos a possibilidade de verem sobreiros e carvalhos ou papoilas vermelhas, giestas e rosmaninho, segurelha...



15/11/2006
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